TUTORIAL SOBRE SEGURANÇA EM VIAGENS
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SMILES OFICIALIZA O COMÉRCIO DE MILHAS ENTRE USUÁRIOS

Em uma medida para combater o mercado ilegal de compra e venda de milhas, o programa de fidelidade Smiles, da Gol, agora permite que os usuários transfiram seus pontos para terceiros.

Hoje, as milhas são pessoais e intransferíveis. A pontuação não pode nem mesmo ser herdada em caso de morte do participante. A única alternativa permitida até então, não só na Gol como na TAM, na Azul e na Avianca, era que o participante emitisse um bilhete em nome de outra pessoa. Isso é muito comum em famílias -pais que emitem bilhetes para os filhos, por exemplo.

Ao permitir que o participante transfira as milhas -e não apenas emita o bilhete- para terceiros, a Gol, na prática, legaliza o comércio de milhas. Quem transferir pode tanto doar quanto vender as milhas. Para transferir as milhas, basta digitar o número Smiles do participante que vai receber a pontuação e o CPF. As transferências estão limitadas a 40 mil milhas por ano.

COMPRA DE MILHAS
Assim como fazem as empresas de compra e venda de milhas na internet, o Smiles agora também compra milhas, por meio do sistema eletrônico PayPal. Mas o preço pago pelo Smiles é bem inferior ao obtido no mercado negro. O Smiles paga R$ 150 no PayPal por 12 mil milhas. Sites como Hotmilhas pagam R$ 200 por 10 mil milhas. Usando a mesma taxa de conversão, dá R$ 240 por 12 mil, ou 60% a mais que o preço pago pela companhia.

O programa Smiles nasceu com a Varig, adquirida pela Gol, e hoje conta com 10 milhões de participantes. As novas regras valem para todo o estoque de milhas do participante. Não importa se foram acumuladas no cartão de crédito ou em voos de empresas aéreas parceiras da Gol, como Delta e Air France.

O crescimento do mercado paralelo de milhas é uma preocupação para o setor. Não há dados sobre o volume de milhas negociadas no paralelo, mas empresas que anunciam abertamente na internet, como o site Hotmilhas, acenderam um alerta.

As empresas que administram programas de fidelização -como Smiles, Multiplus e Dotz- estudam criar uma associação de classe para se posicionar a respeito.

"Combater a ilegalidade é a pauta número um do setor", diz Boanerges Ramos Freire, sócio da Boanerges & Cia, consultoria em varejo financeiro.

Para Freire, o mercado paralelo de milhas desvirtua a lógica dos programas de fidelização pois reduz a "taxa de perda" de milhas, que são os pontos não resgatados.

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO, 29/11/2013

OS RISCOS EM NEGOCIAR MILHAS

Vender milhas acumuladas em programas de fidelização virou uma forma de obter um dinheiro rápido. Uma busca no Google revela mais de dez empresas anunciando o serviço de compra de milhas ou pontos.

No Mercado Livre, há quase uma centena de pessoas vendendo suas milhas. A prática é ilegal pois fere as regras estabelecidas no contrato de adesão dos programas de fidelização das quatro maiores companhias aéreas do país.

Mas, pior do que ser punido pelas companhias aéreas e ser expulso do programa - fato que raramente acontece-, é o risco que se corre ao fornecer dados pessoais para terceiros.
Como as empresas não permitem a transferência de pontos para contas de terceiros -excluindo a Gol, que acaba de alterar a política-, para vender pontos é preciso entregar senha, código de acesso e assinatura eletrônica.

No Hotmilhas, que anuncia abertamente na internet, é preciso fornecer também CPF, telefone, endereço e número da conta bancária para o depósito.


"Quem fornece dados pessoais está se expondo demais para um retorno relativamente pequeno", diz o consultor Boanerges Ramos Freire.

"São inúmeras as possibilidade de fraude que podem ser cometidas com esses dados", completa.
As empresas pagam pelas milhas antes de receber as senhas e dizem que jogam fora os dados uma vez concluída a transação. Mas não há garantia. Por se tratar de uma ilegalidade, o cliente não tem como reclamar ao Procon.

A maioria das empresas que compram milhas funciona como agência de viagens.
Com as milhas compradas, a agência emite passagens para outro cliente, recebendo em dinheiro. É comum emitir a ida com milhas de uma pessoa e a volta com milhas de outra pessoa.
Embora o pagamento seja feito na hora, a retirada os pontos da conta só acontece quando a agência consegue vender passagens para outros clientes. Isso pode demorar mais de um mês, período em que não é possível trocar as senhas de acesso.

"Nosso papel é facilitar a vida do usuário que tem pontos e quer usar e nem sempre consegue uma saída na companhia aérea", diz Renato Langervisch, que é dono de uma agência, mas atrai clientes pela internet com o site Compro Milhas.

Ele diz que, ao vender uma passagem emitida com milhas que comprou, revela para o cliente que a passagem foi emitida com milhas.

FONTE: FOLHA DE SAO PAULO, 29/11/2013

BUSINESS EXTRAA vs STAR ALLAINCE COMPANY PLUS

BUSINESS EXTRAA e STAR ALLIANCE COMPANY PLUS são programas corporativos de incentivo para empresas, e portanto, os pontos acumulados só serão creditados quando os seus funcionários viajarem.

Os pontos creditados são oferecidos com base na receita combinada de voos mensais de todos os viajantes da empresa que tiverem bilhetes emitidos com o número da conta BUSINESS EXTRA ou STAR ALLIANCE COMPANY PLUS. Vale lembrar, que o passageiro ainda acumula pontos no seu programa de milhagem pessoal!

Os pontos desses programas de bonificação podem ser resgatados por prêmios corporativos, para recompensar um funcionário ou agradecer a um cliente especial, através do gerente de viagens ou gestor de contas que administra o cartão EBTA da empresa. 


PARTICIPANTES
AA / BA / IB / JL
AY / QF
AC / LH / LX / TP
CALL CENTER
Escritório local da AA.
No RJ: 4502-5005
Business.Extra@aa.com
11 3048-5890 / 21 2169-8840
sacp.brasil@dlh.de
FORMATO DE INSERSÃO DO NÚMERO DO PROGRAMA DA EMPRESA NO GDS
NA EMISSÃO:
SABRE:              W‡UN*C123456
AMADEUS:      FT*C123456

NO PNR:
SABRE:             4OSI C123456
AMADEUS:     OS AA C123456
NA EMISSÃO:
SABRE:             W‡UN*...
AMADEUS:      FT*...

NO PNR:
SABRE:              3OSI ...
AMADEUS:      OS LH ...
VALIDADE DOS PONTOS
2 ANOS
3 ANOS
CLASSES PARA PONTUAÇÃO
É necessário consultar a cia aérea pois algumas tarifas promocionais não creditam pontos.
É necessário consultar a cia aérea pois algumas tarifas promocionais não creditam pontos.
IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA PARTICIPANTE
A empresa participante do programa é identificada através do cartão de crédito utilizado para a emissão do TKT. Este mesmo cartão é o mesmo informado no cadastro que a empresa se registrou no site SACP. Caso a emissão tenha sido faturada, é necessário que o agente de viagem insira uma mensagem em OSI informando o número de identificação corporativo.
A empresa participante do programa é identificada através do cartão de crédito utilizado para a emissão do TKT. Este mesmo cartão é o mesmo informado no cadastro que a empresa se registrou no site SACP. Caso a emissão tenha sido faturada, é necessário que o agente de viagem insira uma mensagem em OSI informando o número de identificação corporativo.
EXCESSO DE BAGAGEM
Somente em voos AA.
Somente em voos LH.
CASHOUT
Não é permitido trocar pontos por dinheiro.
Permite trocar pontos por dinheiro.
Cada 25 pontos = USD 1.00
BILHETES PRÊMIO
EXEMPLO:
Com duas viagens por mês, sua empresa ganhará mais do que o suficiente em pontos para obter um bilhete prêmio com a AA em apenas 1 ano de adesão ao programa. Ou seja; 2 voos por mês pelo valor de US$ 450,00 x 12 meses = 2.160 pontos.
EXEMPLO:
4 bilhetes ida-e-volta na Classe Executiva promocional do Brasil para a China gera a quantidade de pontos necessários para 1 bilhete-prêmio de ida-e-volta com a LH do Brasil para a Alemanha na Classe Econômica.
UPGRADES
Para Classe Executiva ou Primeira Classe em voos internacionais da AA.
Para Classe Executiva ou Primeira Classe em voos internacionais da LH.
TABELAS
·         Tabela de Bilhetes-Prêmio
·         Tabela de Upgrades
·         Tabela AAdmirals Club
·         Tabela de Bilhetes-Prêmio
·         Tabela de Upgrades
LOUNGE PASS
Acesso às salas VIPs e as salas de reunião do AAdmirals Club.
Acesso às salas VIPs e as salas de reunião da Lufthansa - Business Lounge, Senator Lounge ou Welcome Lounge.
TERMOS E CONDIÇÕES DO PROGRAMA
Para participar do programa a empresa deve ter um mínimo de dois passageiros-funcionários e não poderá utilizar serviços de emissão de passagens de agências de viagens com aplicação de tarifas corporativas ou com código de desconto.

Não há restrição quanto ao ponto de emissão. Independente da nacionalidade da empresa, se a emissão for feita por uma agência de viagens européia, a pontuação no programa será válida. Nesse caso, ganha-se crédito para qualquer uma das rotas abaixo se a emissão for feita dentro ou fora do Brasil: GIG/MIA/GIG ou MIA/GIG/MIA.
Para participar do programa a empresa deve ter um mínimo de dois passageiros-funcionários e não poderá utilizar serviços de emissão de passagens de agências de viagens com aplicação de tarifas corporativas ou com código de desconto.

A pontuação no programa só é válida se o ponto de emissão da passagem for no Brasil, caso o cadastro da empresa tenha sido feito no site brasileiro da SACP. Nesse caso, se a agência de viagem for européia e emitir o bilhete para uma empresa brasileira participante do programa SACP, essa empresa não acumulará crédito algum nessas rotas: GIG/FRA/GIG ou FRA/GIG/FRA.

PAGAR CONTAS COM CARTÃO DE CRÉDITO NEM SEMPRE COMPENSA


Prática cada vez mais comum, utilizada especialmente pelos consumidores que desejam obter mais pontos nos programas de fidelidade dos bancos, pode não ser vantajosa devido às tarifas cobradas para cada conta paga. Tudo depende do nível de conhecimento que o consumidor possui sobre o assunto.

Em enquete realizada no portal do Idec, 84% dos respondentes disseram que nunca pagam contas com cartões de crédito; outros 3% dos visitantes do site afirmam que às vezes pagam contas de valor inferior a R$ 100,00. Cerca de 5% dos visitantes afirmaram que às vezes pagam contas entre R$ 100 e R$ 800; somente 1% dos internautas às vezes pagam contas de valor superior a R$ 800 no cartão de crédito e 7% dos visitantes pagam praticamente todas as contas com o cartão.

A economista do Instituto, Ione Amorim, orienta que se a intenção do consumidor ao pagar as contas com o cartão de crédito for acumular pontos no programa de fidelidade, nem sempre vale a pena.

Esse tipo de recompensa é atribuído por meio de pontos de bonificação que podem ser convertidos de várias formas - resgate de produtos como eletroeletrônicos e utilidades domésticas,  viagens, revistas, doações, perfumes, locação de veículo, vale-presentes, entre outros. O principal uso é para o acúmulo de milhas para aquisição de passagens aéreas.

“Cada conta paga terá uma tarifa e isso fará com que o custo da operação encareça a cada nova conta paga. Se os valores forem baixos, a opção não é interessante, pois a quantidade de pontos acumulados pode não compensar o custo que será atingido com os pagamentos no cartão”, alerta Ione.

Evitar atraso
Se a escolha pelo cartão se dá para não ficar com a conta em atraso também é preciso cuidado: compare juros e tarifas dos bancos, avalie as opções e busque outras alternativas mais baratas. “A maioria dos bancos oferece o serviço pague contas como uma facilidade para os consumidores, para pagar as contas em até 40 dias e reunir as despesas na mesma conta, além de fortalecer sua relação com o consumidor através dos programas de fidelidade”, ressalta a economista.

No entanto, Ione esclarece que, dependendo do valor da tarifa praticada pelo banco, pagar contas de baixo valor pode sair mais caro do que a multa e os juros pelo atraso no pagamento da conta  “O pagamento de contas no cartão de crédito não é interessante para todos os consumidores.  Se o motivo que leva o consumidor a realizar essa operação for a indisponibilidade de recurso para pagar na data do vencimento, convêm fazer alguns cálculos antes e buscar outra opção”.

Os programas
Entre os principais bancos do País em número de clientes (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander) os programas de fidelidade possuem regulamento especifico. Geralmente oferecem um ponto para cada um dólar em compras. Entre os cartões destinados ao consumidor de alta renda - e também de anuidade mais elevada - a conversão chega a três pontos para cada um dólar. A tarifa para pagamento de contas está na lista de tarifas as quais os bancos são autorizados a cobrar (Resolução 3919/10 do Banco Central).

Mas é vantajoso para todos os consumidores?  
Avaliando inicialmente as tarifas praticadas para o pagamento de uma conta com cartão de crédito, alguns cuidados precisam ser tomados pelo consumidor antes de optar pela acumulação de pontos.  Veja na tabela abaixo os valores praticados pelos bancos para cada conta paga na função crédito:

Banco
Pagamento de conta R$
Banco do Brasil
3,00
Bradesco
15,00
CEF
7,50
HSBC
15,00
Itaú
(1)
Santander
16,00

(1) O Itaú pratica a taxa de 2,99% ao mês correspondente aos dias entre o pagamento e o vencimento da fatura do cartão de crédito.
Fonte: site dos bancos e Banco Central

Os valores pagos estarão sujeitos aos encargos de operação de crédito - IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

“O banco Itaú não cumpre a norma. Conforme a informação disponível na tabela de tarifas do banco, não há indicação de tarifa em reais, somente a informação: ‘sujeito à cobrança de encargos (juros e tributos)’”, aponta Ione.

Afinal, acumular pontos pagando contas compensa?
Se o objetivo for acumular 1000 pontos por mês para conseguir uma passagem aérea que corresponda a 12 mil pontos, será necessário um ano para alcançar o total e o custo acumulado poderá chegar a R$ 870,24 nos bancos Bradesco, HSBC, Santander e Itaú. O valor ficará um pouco menor no Banco do Brasil e na CEF, que possuem as tarifas mais baratas entre os bancos. “Dependendo do trecho aéreo talvez seja possível conseguir uma passagem mais barata pagando diretamente o bilhete ou acompanhando as promoções das cias aéreas”, orienta Ione.

Pagamento de conta no cartão de crédito (2)
Marca
Peso
Encargo Imposto -IOF (3)
Total Encargos + Tarifa
Total a pagar na próxima fatura do cartão
Pontos acumulados
(5)
Valor da conta c/ encargos por atraso (4)
Var.% P Var.% Pagar no cartão
X
Pagar c/atrasos
Banco do Brasil
100,00
3,00
0,64
3,64
103,64
50
102,64
1%
Bradesco
15,00
0,72
15,72
115,72
13%
CEF
7,50
0,67
8,17
108,17
5%
HSBC
15,00
0,72
15,72
115,72
13%
Itaú
(1)
0,64
3,63
103,63
1%
Santander
16,00
0,73
16,73
116,73
14%

Fonte: Tabela de tarifa dos bancos 
(1) O Banco Itaú pratica a cobrança de taxa de juros de 2,99% ao mês. 
(2) Pagamento de conta de serviço contínuo, exemplo: conta de celular.
(3) Cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras - IOF (0,38% + 0,0082% ao dia).
(4) Pagamento por atraso 1% mais juros e mais 1% de mora limite a 30 dias.
(5) Simulação: pontos dos programas de fidelidade dos bancos para o cartão Gold:  1 ponto = U$ 1 = R$ 2,00

PASSAGEIROS PERDEM +5 MILHÕES DE BILHETS AÉREOS EM 2011


Os brasileiros deixaram de resgatar o equivalente a 5,3 milhões de passagens aéreas em 2011 em milhas acumuladas nos programas de fidelidade dos cartões de crédito.
A conta, feita a partir de dados do Banco Central sobre o mercado de cartões de crédito, considera uma média de 20 mil pontos por passagem.

A quantidade de pontos necessários para emitir um bilhete varia conforme a rota, o tipo de tarifa e a época.

Na baixa temporada, comprando com antecedência, é possível voar de São Paulo a Buenos Aires (ida e volta), por exemplo, por 20 mil milhas na Gol ou 15 mil pontos na TAM. Essas quantias, no entanto, podem mais que dobrar dependendo da demanda pelo voo.

"Todo mundo tem um programa de milhagem, mas pouca gente sabe quantas milhas tem e menos ainda sabe quando elas vão expirar", diz Samy Dana, professor da faculdade de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas).

"O estoque de milhas que expiram faz parte desse modelo de negócios. Se todo mundo resgatasse tudo, não compensaria para os bancos e as empresas", acrescenta.

As anuidades dos cartões com programas de recompensa renderam R$ 4,9 bilhões aos bancos no ano passado, enquanto o custo com a aquisição de passagens e outros produtos foi de R$ 1,2 bilhão.

Dana alerta para o fato de que, se o motivo para adquirir o cartão for obter "passagens grátis", é preciso ficar atento ao valor da anuidade.
VALORES

Cartões que permitem acumular pontos para a troca por passagem aérea geralmente cobram anuidades altas, que variam de R$ 90 a R$ 400. Quanto maior a anuidade, maior o benefício e a velocidade no acúmulo de pontos.

Nos cartões mais básicos, é preciso gastar pelo menos R$ 2.000 por mês durante dez meses para conseguir 10 mil milhas. "A não ser que você gaste muito no cartão, no máximo você consegue um trecho doméstico que vai custar só um pouco mais que a anuidade. É uma falsa impressão de benefício," diz Dana.

Para Boanerges Ramos Freire, consultor em varejo financeiro, mesmo se o preço equivalente de uma passagem comprada com milhas cobrir apenas o custo da anuidade, já é vantajoso. "O cartão traz outros benefícios, como a possibilidade de pagar em 30 dias, seguros e assistências em viagens."

Segundo Freire, três razões explicam a alta taxa de pontos não resgatados: falta de interesse em conferir os extratos mensalmente; não ter pontos suficientes para converter em passagem no momento de planejar uma viagem; falta de informação sobre os programas, que, na maioria das vezes, permitem converter pontos em produtos e serviços de valor baixo.

"Na medida em que as pessoas passarem a se informar e perceberem que podem usar pontos até para comprar entrada de cinema, a tendência é de redução do volume de milhas não resgatadas."

GOL FAZ PROMOÇÃO DE 1 MILHÃO DE MILHAS PARA TIRAR VENDAS DAS AGÊNCIAS DE VIAGENS E INCENTIVAR A FIDELIDADE DOS VIAJANTES AO PROGRAMA SMILES


A companhia aérea Gol lançou uma nova promoção: “1.000.000 de Milhas Smiles”. Por meio dessa ação, a empresa irá premiar oito clientes  que serão contemplados com um milhão de milhas cada um. Caso o bilhete sorteado tenha sido adquirido em uma Agência de Viagem, o prêmio será estendido ao vendedor que irá receber 100.000 milhas.


Para participar basta comprar – no site da companhia,  nas Lojas, na Central de Relacionamento com o Cliente (0300 115 2121), nas Agências de Viagem ou utilizando bilhetes prêmio Smiles – pelo menos uma passagem (ida e volta), no período de 19 de outubro a 30 de novembro, para voar em qualquer data.

Além de adquirir um bilhete, o cliente deve estar inscrito no programa de relacionamento da empresa, o Smiles. Em seguida, basta cadastrar-se no site da ação www.1milhaodemilhas.com.br e seguir os passos até gerar o cupom de participação. Depois é só torcer.

Os sorteios serão abertos ao público e irão acontecer na sede da Gol em São Paulo, nas datas abaixo indicadas:

27/out – 1 cliente
03/nov – 1 cliente
10/nov – 1 cliente
17/nov – 1 cliente
24/nov – 1 cliente
01/dez – 1 cliente
08/dez – 2 clientes


As milhas podem ser resgatadas em bilhetes aéreos, chamados bilhetes prêmio, para voar com a Gol para todo Brasil, América Latina e Caribe e para os cinco continentes com as empresas aéreas parceiras. Além disso, com o Smiles Shopping, também será possível resgatar itens como: aparelhos eletrônicos, shows, eletrodomésticos, móveis, brinquedos, produtos para casa/ mesa e banho, livros, maquiagem, entre diversos outros. 

Para efeito de comparação, com um milhão de milhas é possível, por exemplo, passar todos os feriados nos próximos 3 anos em um destino diferente do litoral brasileiro com acompanhante. Ou então, fazer uma viagem para cada continente do mundo em classe executiva.

MILHAS AÉREAS VIRAM MOEDA DE DIVERSOS PRODUTOS DE PARCEIROS PARA COMBATER O MERCADO NEGRO DE VENDA DE MILHAS NA INTERNET

As milhas aéreas, mais do que nunca, valem dinheiro - principalmente porque deixaram de ser simplesmente uma forma de adquirir passagens grátis e movimentam um mercado estimado em R$ 2 bilhões por ano. A Gol lançou, na semana passada, um shopping virtual em que o cliente pode gastar seus pontos nas lojas  de 30 parceiros, entre redes como Wal-Mart, C&A, Pão de Açúcar, Tok&Stok, Marisa, escolhendo entre mais de 300 mil produtos. A empresa também vende milhas para os clientes que precisarem completar pontos para alguma aquisição. É possível comprar de 1 mil milhas (R$ 75) e 40 mil milhas (R$ 2.040).



A Multiplus, subsidiária da TAM criada em 2010, já mantinha uma estrutura de troca de milhas por produtos, com 120 mil itens de 207 parceiros. Os pontos nos programas de fidelidade também se tornaram alvo de comércio paralelo na internet, que começa a preocupar as aéreas e o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon).

O crescimento da utilização dos pontos como ferramenta de vendas por meio de parceiros, produtos e serviços tornou-se uma moeda paralela e com maior liquidez, o que fideliza mais o público, e consequentemente, inibirá o comércio de milhas paralelas que há no mercado como no site www.HOTMILHAS.com.br.

A ORIGEM DO LUCRO DA MOEDA PARALELA
A receita das empresas de fidelidade vêm dos valores pagos pelas próprias empresas aéreas ou pelos parceiros na hora de emitir as milhas. É tipo um pagamento por permuta, ou a grosso modo: escambo! Assim, quando um cliente transforma os pontos de seu cartão de crédito, por exemplo, em milhagens da companhia aérea, a administradora do cartão paga à empresa aérea - valores que são definidos em contratos sigilosos. Da diferença entre o valor recebido e o custo do produto ou serviço usado pelo consumidor, vem o lucro. Quando o cliente deixa de usar seus pontos, eles não geram custos, portanto, geram um lucro ainda maior.

QUASE 20% DOS PONTOS NÃO SÃO USADOS

Um relatório divulgado este ano pelo Banco Central, mostra que só em 2010, os brasileiros deixaram de resgatar 101,3 bilhões dos 591,2 bilhões de pontos gerados nos programas de fidelidade dos cartões de crédito, ou 18% do total. Seriam suficientes para emitir cerca de 5 milhões de passagens do Brasil para qualquer destino da América do Sul, o equivalente a 3% do total de passagens emitidas no país, em voos domésticos e internacionais, naquele ano. Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe que os pontos não possam mais expirar.


De olho nesta reserva praticamente inexplorada de dinheiro em potencial, a proliferação de ofertas de compra de milhas, pagando por dinheiro vivo, é encontrada na internet em vários estados e até em redes sociais como o Facebook e o LinkedIn.

O advogado do Procon-RJ, Flávio José Ferreira, diz que o comércio de milhas não é ilegal, mas por não ser um mercado "transparente e regulado", o consumidor que torna-se vulnerável aos riscos da transação. Ele destaca que os sites que oferecem a compra de milhas nem sempre apresentam uma identidade jurídica, funcionado na clandestinidade.

"Os consumidores têm que ter muito cuidado com o furto de dados e milhas. Tais sites agem de formas idênticas elaboram inicialmente um cadastro de dados pessoais para posterior abordagem de compra.”


Para negociar, é preciso fornecer dados pessoais sensíveis, como nome e endereço completos, CPF e telefones residencial, comercial e celular, além das senhas para o acesso à conta no programa de fidelidade. Dez mil pontos valem entre R$ 300 e R$ 500. Ao fim do processo, o cliente é avisado para trocar as senhas. Os sites garantem que não retém dados dos usuários, alegação que não pode ser comprovada. Por isso que grande parte dos problemas detectados pela área de gestão de fraudes das aéreas vêm dos sites de compra de milhas.

GOL ESTUDA CRIAR EMPRESA PARA ADMINISTRAR MILHAS
A Gol estuda seguir o caminho da TAM e criar uma subsidiária para controlar o programa Smiles. Isso porque, para as empresas aéreas,os ganhos com milhas ajudam a engordar as chamadas receitas auxiliares, que incluem também vendas feitas a bordo das aeronaves, taxas de remarcação e cancelamento de aeronaves.
"Um dos novos pilares da gestão financeira da aviação comercial é de fato a ampliação das receitas auxiliares. Na Gol, elas somam em média 20%, incluíndo o programa de fidelidade. No exterior, essa margem chega a 30% ou 35%. É o potencial que vemos como alcançável, no longo prazo", afirma, Flávio Vargas.

As companhias aéreas organizaram seus programas de fidelidade pelo modelo de coalização de empresas. Como elas vivem uma realidade muito turbulenta, sujeita a prejuízos, estes programas se tornaram fundamentais entre as receitas auxiliares. Assim, a administração de um programa tipo stand-alone ("solitário", em tradução livre) não consegue gerar uma velocidade satisfatória de acúmulo de pontos. Quanto mais empresas atuando, mais o modelo de coalização se fortalece. É bom para a indústria, no fim das contas dado ao resultado da união faz a força.

O presidente da Multiplus, Eduardo Gouveia, conta que a TAM se inspirou na experiência da canadense Aeroplan de permitir que os clientes acumulem e resgatem pontos de outras formas que não as passagens aéreas. Ele diz que vê com bons olhos a ofensiva da Gol neste mercado.

Se os serviços adicionais oferecidos buscam cativar a base de clientes, a estratégia parece estar funcionando. Gol e TAM somam 18,8 milhões de participantes em seus programas de fidelidade. O Smiles da Gol, cresceu 12% em número de usuários no segundo trimestre de 2012 contra igual período do ano passado, chegando a 8,7 milhões de pessoas. A Multiplus teve crescimento de 18% na base de clientes, no mesmo período, para um total de 10,1 milhões.

Castellini acredita que há uma margem folgada para a diversificação dos resgates por parte dos clientes, que deve se aproximar da média de outros países.

"As recompensas se estenderam, mas a maior parte dos resgates de pontos deve continuar sendo em voos. Hoje em dia, em média, os resgates não-aéreos no Brasil não passam de 10%. No exterior, chegam a 30%."